Ponto de Luz
Há noites em que o silêncio pesa
como um céu sem estrelas à vista,
e os passos seguem lentos,
procurando um caminho entre sombras.
Mas basta um gesto pequeno,
uma palavra dita com verdade,
um olhar que não desiste de ficar,
para que a escuridão recue um pouco.
Dentro de cada peito existe uma chama,
frágil por vezes, mas persistente,
capaz de atravessar tempestades
e acender horizontes esquecidos.
Chamamos-lhe esperança,
coragem, memória ou amor;
tem muitos nomes e muitas formas,
mas nasce sempre do mesmo lugar.
E quando tudo parece distante,
quando o mundo se cobre de neblina,
surge, discreto e firme,
um Ponto de Luz,
lembrando que nenhum caminho é eterno na noite
e que toda a aurora começa
num brilho quase invisível,
guardado no coração de alguém.





