Quando o sol desce,
não é o dia que termina,
é Deus que fala em voz baixa.
A luz repousa sobre a água
como uma bênção antiga,
cada reflexo
é uma oração sem palavras.
O barco segue,
pequeno diante do infinito,
mas inteiro na confiança
de quem se entrega
à corrente certa.
Não há mapas,
apenas presença.
Não há pressa,
apenas fé.
As aves sabem o caminho
sem o nomearem.
As margens esperam
sem exigirem.
Tudo está onde deve estar.
Neste silêncio dourado,
a alma compreende,
navegar é permitir
que a Luz conduza,
mesmo quando o horizonte se fecha.
No crepúsculo divinal, o barco navega devagar,
Sharon nos agracia com cenário descomunal ímpar.
O brilho dourado interfere pelo bom humor e ânimo,
poente dourado nos inebria, de todos e bom arrimo.
Êxtase, esplendor majestoso, no compasso silencioso,
o ritmo amoroso ressalta a Criação do Deus bondoso.
Em águas transparentes, o amor desliza sem pressa,
só o bom sentimento é o importante, nos interessa.
Cenário reluzente, momento de enlevo raríssimo,
o ser humano precisa admirar o postal terníssimo.




Sem comentários:
Enviar um comentário
« Quando um passarinho beija docemente uma flor e ela o acolhe com carinho, a magia da amizade acontece. »