Andar com Fé
Canção de Gilberto Gil-1982
Olhas o espelho e vês as marcas do tempo,
anos de uma batalha silenciosa na alma, no corpo,
enquanto o coração, esse espaço infinito,
duplica a força para abraçar as dores do teu filho.
anos de uma batalha silenciosa na alma, no corpo,
enquanto o coração, esse espaço infinito,
duplica a força para abraçar as dores do teu filho.
Não há caminho fácil nessa jornada de cuidar e ser cuidada,
há dias de névoa onde os passos parecem falhar.
Mas há uma certeza antiga que te guia pela mão,
um sopro teimoso que diz que o amanhã vai chegar.
há dias de névoa onde os passos parecem falhar.
Mas há uma certeza antiga que te guia pela mão,
um sopro teimoso que diz que o amanhã vai chegar.
Porque a vida exige de ti a coragem dos gigantes,
e o amor de mãe não conhece limites nem nós.
Mesmo quando o cansaço pesa nos ombros,
há sempre uma Luz que se acende na tua voz.
e o amor de mãe não conhece limites nem nós.
Mesmo quando o cansaço pesa nos ombros,
há sempre uma Luz que se acende na tua voz.
É preciso andar com fé, pois a fé não costuma falhar,
ela acorda contigo todas as manhãs no mesmo abraço,
sustenta o teu colo, ampara o caminho do teu filho,
e faz-te vencer, passo a passo, cada pedaço de espaço.
ela acorda contigo todas as manhãs no mesmo abraço,
sustenta o teu colo, ampara o caminho do teu filho,
e faz-te vencer, passo a passo, cada pedaço de espaço.

Ando com fé, eu vou seguir
Por estradas sinuosas, prosseguir,
Ela não falha, não hesito, reluzir.
Minha esperança é crescente,
Meu coração resplandescente,
Meu ser se faz mais reluzente.
Da manhã ao anoitecer,
Do verão ao invernecer,
Não me deixo esmorecer.
Pelo sim ou pelo não...
Desperto o meu coração,
Sou uma mulher em evolução.
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Que a fé 'tá na mulher
A fé 'tá na cobra coral
Oh, oh
Num pedaço de pão
A fé 'tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh, oh
Na luz, na escuridão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (olêlê)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh, menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
A fé 'tá na manhã
A fé 'tá no anoitecer
Oh, oh
No calor do verão
A fé 'tá viva e sã
A fé também 'tá pra morrer
Oh, oh
Triste na solidão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh, menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Oh, oh
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Oh, oh
Pelo sim, pelo não
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
(Que a fé não costuma faiá) (olêlê, vamos lá)
Andá com fé eu vou
(Que a fé não costuma faiá) (costuma, costuma a fé não costuma faiá)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (costuma, costuma a fé não costuma faiá)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (olêlala)
Andá com fé eu vou que a fé não costuma faiá

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