domingo, 24 de abril de 2022

À Vida, Tudo!

«Abraça a vida. Ela é feita de instantes, não os desperdices.»
― Rosélia & Fê blue bird



Vem, vida!

Tenho a porta aberta  
prometo olvidar   
as noites desperta  
os dias de alerta  
sem rumo acertar.  


Vem, vida!

Não te vás embora 
dá-me a tua mão  
perdoo-te a demora  
o tempo é agora  
não digas que não. 


Vem, vida!

Esta casa é tua 
aceita a oferta 
aqui continua 
não voltes pra rua 
tenho a porta aberta. 


 



À Vida, Tudo!

Vivo,

sonho,

almejo.


Unifico

meu

ser.


Agradeço,

rogo

a

Deus.


Permita-me

viver

tudo.


Sonhado

a

mim!




*


Nossa sugestão musical : Patrícia-Sonho de Amor 
imagem:  pinterest


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sábado, 16 de abril de 2022

Poças de Amor

Fez-me tão bem
a manhã devagar
 o barquinho a chegar
no regaço do mar.

Fez-me tão bem
a procura de nada
a areia ondulada
 de azul pincelada. 

Fez-me tão bem
o vento que enlaça
a nuvem que passa
em estado de graça.

Fez-me tão bem
pedir com fervor
diluir toda a dor
nas poças de amor.

Fez-me tão bem
este instante só meu
a força que me deu
o abraço do Céu.





Poças de Amor


Momentos tão cheios de inspirações,
Todos amorosos, repletas emoções.
Instantes preparados ou inusitados,
Horas ocasionais ou intencionais.

Tempos improvisados, meigos,
Olhos nos olhos, risos nos lábios.
Mãos entrelaçadas, sonhos aguçados,
Carinhos espontâneos com doces afagos.

Encantados encontros, barcos mágicos.
Sensações espelhadas nos corpos.
Sedentos e enamorados desejos,
Encantos e doces aconchegos.

Inesquecíveis esperas, vivências,
Sonhadas quimeras tão aguardadas.
Jamais poderemos apagar todos carinhos,
São eternas Poças de Amor e bem tatuadas.



*

Nossa sugestão musical: Oswaldo Montenegro -"Poças Azuis"
Imagem: Fê blue bird


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« Abençoada Semana Santa e Alegrias Pascais a todos amigos. »



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sábado, 9 de abril de 2022

OLINDA ENTRE NÓS

   

Entro Dentro do Silêncio


Entro dentro do silêncio
como uma campânula
como um ovo
como um refúgio
numa solitude sem fim.

Entro dentro do silêncio
 dentro de mim.

Este silêncio não é ausência do que vem do exterior pois se ouço_

as ondas baterem levemente no cais
o pousar de gaivota na amurada
o comboio rolando nos carris
as vozes de homens que passam
o breve assobio da ave no jardim.

Entro dentro do silêncio
dentro de mim.

Este é o silêncio do mundo
do mundo onde já só falo
com o eco deste silêncio.



Silêncios…


Viver de pouco
 Ou coisa nenhuma 
De recordações fugazes: 
Gestos apenas esboçados
 Palavras mal proferidas 
Silêncios

 Eis o que eu tenho 
O que me resta afinal 

Daquela quimera
Apenas entrevista,
Dos dias de sol e sombra
Em vão vividos à espera
De um renascer!






Escondo-me no silêncio…


Da alma,
do corpo,
do Coração

Ruídos espalhados 
pelo ar…

Ouço a voz 
das ondas do mar,
ouço pessoas
gargalharem ao longe,
ouço frêmitos loucos 
de impiedoso egoísmo.

Há tanto ruído no ar!
Que pena!

Lástima imensa
é o subterfúgio 
do ser humano.
Lamentável
é alvoroço ao redor.

Não há profundidade,
profusão do fecundo…

Há apenas 
malquerenças
envolvendo 
a humanidade,
em profundo
som descabido,
proveniente 
do mutismo
dos sentimentos,
da incapacidade 
de fazer silêncio
a mais Amar e servir.

Vem, silêncio,
envolve-me de ternura!

Não seja eu contaminada
pelas descabeladas urgências 
das pessoas
por coisas tão passageiras!

Silêncio sagrado,
 afaste o efêmero de mim!



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Nossa sugestão musical : Maria Guinot- Silêncio e tanta gente.
imagem :  Aberrant Beauty



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Em tempo: estamos inaugurando um novo ciclo da nossa querida amiga Fê.
Dia 6 é o dia em que nossa mana comemora o Dom da Vida.
Uma vida que ela oferta aos amigos de forma peculiar e generosa: em Poesia com P maiúsculo.
Assim que será dupla nossa homenagem de hoje, à amiga que está no ENTRE NÓS e à anfitriã portuguesa que nos enriquece semanalmente com a delicadeza de sua alma poética inebriante.



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sábado, 2 de abril de 2022

Envolta em Emoção

 

De vez em quando a saudade bate-me à porta,

de tempos a tempos ela gosta de me visitar.

Às vezes bate de leve, mal a ouço,

outras com violência_ será que a quer arrombar?


As vagas tremem, o vento geme, gaivotas clamam

agouro de tempestade no ar_ mas não importa.

Envolta em emoção, abro aquela porta!

Diluo a saudade no mar.







Envolta em Emoção

Abri a porta do meu coração,
Não tinha noção onde daria.
Senti um ar de boa tentação,
          Odor 
                 de 
                            suave 
                                         maresia.

Em princípio, como inalação,
Inspirei, expirei, senti prazer...
Senti meus pés encharcados, 
Ondas
                       lavavam     
                              meu
                                         ser.

Meus cabelos esvoaçavam,
Minhas saias rodopiavam...
Apossou-me sublime leveza, 
Aves 
            voavam 
                     com 
                                         delicadeza.

Seria céu, paraíso? Matutava,
Extasiada na ímpar sensação.
O mar conta de mim tomava...
Estava
              envolta
                          em 
                                          emoção.




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Nossa sugestão musical :  Douces - Here When You´re Gone
imagem : pinterest


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