
veio morar na fazenda,
na casa velha…
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô…
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha…
A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro…
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade…
Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia…
A luz branca e fria

Laços Afetivos
No amor, sou jogo forte,
aventuro-me, insuperável,
heroica e destemidamente.
O tempo não o apaga jamais,
se verdadeiro, só o adormece,
surra, também dá o bálsamo.
Dói muito, é vivo, vivificador,
não é escândalo, nem vândalo,
como a água do mar, no vaivém…
Não é de marés, como nós em nós,
é onda estarrecedora, animadora,
fascinante como a paz, refaz.
Tem audácia, algo de petulância,
rompe nosso medo herege,
envergonha a falta de coragem.


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